domingo, 2 de outubro de 2011

O Fruto dos Lábios ou “Eu e Minha Tagarelice!” (Provérbios 18:21)


O Fruto dos Lábios ou “Eu e Minha Tagarelice!”
(Provérbios 18:21)


O que você reivindica para manter ou perder está de acordo com você e com sua maneira de falar. Há todo tipo de guerra no seu interior, mas nenhum destes conflitos é ativado, até que você abra sua boca e dê voz a ele. Quando você abre a sua boca e expressa verbalmente medo, dúvida ou queixas, é isto que acontece; quando fala algo positivo, por fé, é isto que acontece. Ao que você der voz, você terá.

Duas coisas coexistem dentro de você: há fé em seu coração, mas, às vezes, você é assaltado por incredulidade e, se existem dúvida e medo, isso se torna um problema. Apenas seja seletivo, desfocalize e livre-se do que é negativo. Ao falar a respeito de algo, que seja sobre o Senhor. Fale Sua Palavra e você estará reforçando o que Deus colocou em seu coração – assim você será capaz de manter aquela vitória.
Sua maneira de falar pode assoprar cada bênção que tem sido ministrada para você. Se conseguir alcançar um lugar de vitória e começar a falar sobre vitória, você a conservará e, se continuar falando positivamente, você nunca a perderá. Em seu próprio coração, você precisa falar vitória porque não será capaz de desprezar as coisas que o envolvem a não ser que você queira. Fale vitória e você será capaz de se manter cheio do Espírito (esta é a chave dos textos de Efésios 5:18-21 e Colossenses 3:16, 17). Ninguém consegue isso sem declarações positivas da Palavra de Deus.
Você está triste consigo mesmo? Você se condena? Você fala positivamente usando apenas o emocional, até que chega um ponto onde simplesmente começa a desprezar tudo e fugir? Milhares de coisas podem atingi-lo, mas, se permanece falando de fé na Palavra de Deus, é nisso que você vai andar. Você enfrenta o seu próprio temperamento? Esta é uma coisa difícil de assumir. Como você vai derrotá-lo? Simplesmente apropriando e penetrando no amor de Deus, até que Ele mude o seu temperamento; não existe outra maneira.
Ao falar a respeito do fruto dos lábios, o que dizemos, seria bom ler o Salmo cinquenta, que fala das duas maneiras que os lábios podem operar. Primeiro diz respeito àqueles que oferecem sacrifícios de ação de graças e louvor ao Senhor; depois fala daqueles cujas bocas e cujos lábios trazem à luz tanto detrimento quanto impedimento para o Senhor.
Salmo 50:5-13“Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios. E os céus anunciarão a sua justiça; pois Deus mesmo é o Juiz. Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu protestarei contra ti: Sou Deus, sou o teu Deus. Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim. Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais. Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude. Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?” Tudo isto estava no Antigo Testamento; estes sacrifícios eram comandados. Todavia, Deus disse: “Não preciso do que você tem”. Quando você trouxer seu sacrifício, nunca imagine aquele pobre Deus que precisa de uma mãozinha sua. Deus disse: “Se eu tivesse faminto não diria a vocês, pois eu próprio ajunto o gado em mil colinas. Tudo é meu”.
Então Deus se volta e aponta aquilo pelo que Ele tem fome, aquilo que Ele quer. Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos”. (Salmos 50:14). Isso é mencionado também em Hebreus: o sacrifício de ações de graças, o sacrifício de louvor ao Senhor: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifícios de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. Não negligencieis igualmente a prática do bem e a mútua cooperação; pois com tais sacrifícios Deus se compraz.” (Hebreus 3:15, 16).
Ele disse ao justo o que Ele quer: “Eu não preciso dos seus sacrifícios, mas eu quero de você aquele sacrifício de ações de graça”. Mas ao ímpio Deus diz: “Que direito você tem de falar muito, como se estivesse servindo a Deus, quando seu coração não é reto?” (Salmos 50:16-23).
Se oferecermos ao Senhor nosso sacrifício de louvor continuamente, não teremos tempo de murmurar e lamentar – tudo isto é engano que vem da língua. O fruto dos lábios – vida e morte estão no poder da língua – o que falamos, abre as portas para a bênção do Senhor. No versículo 15 Ele diz: “Clama a mim no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás”.

Deus está pronto para trazer julgamento ao ímpio, pois da sua boca tem saído algo além. Os frutos dos lábios do ímpio têm sido algo desprezível. Ele diz: Eu os levarei a julgamento. 1 Coríntios 10:10 fala a respeito da murmuração deles. “Não murmureis, como eles murmuraram e morreram pelas serpentes”. Estas coisas aconteceram e foram escritas para servirem de exemplo, para que, hoje, você as receba como admoestação e não seja reprovado como eles foram.
As pessoas ou são dadas a ações de graças e louvor ou se entregam à murmuração e lamentação. Isto determina a maneira como elas caminham e o nível do seu caminhar. O Senhor diz: “A boca fala daquilo que está cheio o coração” (Mateus 12:34). No momento em que as palavras surgem de sua boca, é determinada sua ação correspondente. “A Palavra está próxima de ti de tua boca e do teu coração... se você crê em seu coração e confessar com tua boca será salvo” (Romanos 10:8, 9). O livramento vem através de fé no coração e da confissão da boca. Quando você crê em Deus, agradece e louva a Ele e proclama a sua fé, isto lhe acontece. Mas, porque há dúvida em seu coração, você murmura e lamenta e dá voz a sua incredulidade, isto é o que terá. A partir da sua boca, do que você falar, seu destino será controlado e determinado.
Dar graças não é só um exercício de benevolência de sua parte para elogiar a Deus por tudo que Ele tem feito. Ações de graças é uma maneira de adorar, uma maneira de cultuar louvando continuamente ao Senhor. Não deve haver murmuração em sua boca. Deus disse que tratará com você quando você permitir que sua boca proclame o mal. “Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua compõe o engano. Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe” (Salmos 50:19, 20). Algumas pessoas são dadas a isto. Por causa de sua constante murmuração e lamentação, elas se encontram continuamente aflitas e doentes, continuamente atormentadas, emocionalmente perturbadas e desesperadas. Quando ações de graças são dadas como sacrifício ao Senhor, Ele edifica barreiras ao redor daquela pessoa. Mas o homem que escolhe o caminho da murmuração e lamentação perde tudo o que poderia ser uma bênção para ele. Ele é como o homem que comprou o novo bumerangue e tem dificuldade de se livrar do velho. Ele insiste em lançá-lo fora, mas o bumerangue retorna. É assim que as pessoas são hoje. Elas tentam lançar fora sua crítica e sua rebeldia, mas estas sempre retornam.
No livro de Provérbios nós lemos: “O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói(Provérbios. 13:3); “O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.” (Provérbios. 21:23). Tiago também nos diz: “...homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos. Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação,  e o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva. Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos” (Tiago 3:8-11). Você não pode fazer ambas as coisas, você não pode abençoar a Deus e amaldiçoar seu irmão. Você não pode louvar a Deus e, em seguida murmurar, lamentar e rebelar-se por tudo que está acontecendo em sua vida. Ou sua vida está nas mãos de Deus e Ele é seu Deus e você O adora, ou não. Todavia, pela sua murmuração, suas palavras podem se tornar uma afronta a Ele. Veja como os frutos dos nossos lábios é algo tão importante.
Ofereça, continuamente, sacrifício de louvor a Deus, através dos seus lábios. No Antigo Testamento, eles traziam os primeiros frutos a Deus, as primícias da colheita. Isto que era chamado o fruto dos lábios. Que a primeira coisa que você faça, de manhã, seja ministrar louvor ao Senhor. Antes de falar sobre qualquer assunto, dê graças ao Senhor. Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus ao seu respeito. Não seja um murmurador, ou um lamentador. Não seja rápido em julgar seu irmão. Não seja rápido em dar voz a todas as suas perturbações. Deus tem feito muito por você. Ao se referir constantemente aos seus próprios problemas, você se transporta para um lugar onde não tem outra coisa senão problemas. Quando se põe a crer em Deus, falar e comentar sobre a Sua bondade, você se transporta para um nível em que é abençoado do Senhor.
Eu declaro guerra contra tudo que tem sido um instrumento de Satanás para impedir que sua língua seja controlada pelo Espírito Santo. Nós devemos mostrar amor e bondade uns para com os outros e compaixão em todas as instâncias. Devemos nos ver como bons soldados de Jesus Cristo praticando a amizade. Quando um irmão é ferido, nós o socorremos e o envolvemos. Nós o fortalecemos no dia da batalha, não o abandonamos nem o criticamos.
Abram seus corações uns para os outros. Louvem a Deus e fortaleçam uns aos outros no Senhor continuamente. Isto está muito bem colocado, é algo tão simples que nós não podemos deixar de praticar.
Se alguém se levantar contra você, não tenha medo. Embora as montanhas sejam removidas e lançadas ao mar, sua confiança deve estar sempre no Senhor. Alegre-se n’Ele. Quando o inimigo vier como uma enchente, o Espírito do Senhor levantará uma bandeira contra ele. Não desmaie, pois Ele diz: “Eu sou o teu Deus”. Ele tem dito a você: “Essa batalha não é sua. A batalha é do SenhorFique parado e veja a salvação do Senhor”. Confie n’Ele, pois você verá como o nosso Deus, com o Seu braço, irá desafiar todas as nações. Os confins da terra verão a salvação do nosso Deus. 
Amém!



DIREÇÃO PROFÉTICA PARA A IGREJA

DIREÇÃO PROFÉTICA PARA A IGREJA

Às vezes as pessoas me perguntam: “O que Deus está falando à igreja?” Geralmente não fico animado para responder. Depende muito da perspectiva de quem pergunta. Talvez ele creia que Deus sempre fala a mesma coisa para todo o seu povo ao mesmo tempo. Nesse caso, ele tem uma receita infalível para um exclusivismo que condena a todos aqueles que não estão fazendo as coisas do mesmo modo que seu próprio grupo faz.
Talvez ele evite este erro, mas crê que Deus sempre tem uma palavra geral que ele quer que todo mundo ouça, mesmo que esta não seja totalmente abrangente. Isto muitas vezes parece exigir uma palavra do tipo “menor denominador comum”, incapaz de realmente ofender a alguém por ser de fácil aceitação para todos. Tal palavra não exige uma mudança verdadeira.
É possível responder falando o que Deus deseja do seu povo, sobre quais são os seus alvos e objetivos. Mas mesmo que o povo corresponda a essa palavra, ele não pode ficar satisfeito com apenas isto. Pois se possuir somente a visão de um alvo final, torna-se místico, etéreo e "superespiritual". Não deve ser assim. Aqueles que verdadeiramente abraçam a vontade e o desejo de Deus clamam por direção. “Que faremos para entrar e alcançar o que tu nos estás falando?”
UMA PALAVRA MOLDADA ÀS NECESSIDADES
É neste ponto que palavras “gerais” não são mais apropriadas. Esses inquiridores precisam de uma direção concreta. Essa direção não será necessariamente a mesma que foi dada a outros; deve ser totalmente moldada para este grupo específico. O profeta que vê o que Deus tem em vista, no fim, também vê o estado real da situação, no presente. Em correspondência a um clamor sobre o que fazer, ele sente a direção específica de Deus para aqueles que o indagam. Ele não agirá de acordo com uma planta, fazendo sempre a mesma coisa em cada situação. Ele não é um mecânico espiritual que segue um manual de serviço. Ele reconhece que as pessoas (e conseqüentemente as igrejas) não são máquinas, e que somente Deus pode traçar a melhor diretriz para elas seguirem.
 A diretriz que libera uma determinada combinação de personalidade e dons será diferente da que serve a uma combinação totalmente desigual. Claro que neste caso o gato radical fica no meio das pombas complacentes! Aqueles cuja segurança depende daquilo que sabem, e não do conhecimento de Deus, não aceitarão mudanças. Os líderes locais terão que decidir se eles mesmos são capazes de sentir e dar a direção plena de Deus ao povo, ou se precisam ouvir uma voz profética. As pessoas terão que decidir se estão preparadas para entrar num compromisso mais profundo com Deus e uns com os outros, sem saber o que lhes reserva o amanhã.
Uma vez que o programa da igreja é abandonado em favor de ouvir e fazer o que Deus fala, a possibilidade de alcançarmos o alvo de Deus se abre. Enquanto os homens se apegam às suas próprias idéias, posição, métodos e estruturas, não há como ocorrer a mudança necessária. O único clamor deve ser para que Deus fale. “Senhor, fala ou nós morremos !” Este clamor deve ser acompanhado de um desejo sincero de fazer, seja o que for que ele peça.
Voltando à pergunta inicial, quero sugerir ao inquiridor que ele pode receber uma resposta melhor se perguntar: “O que Deus está falando àqueles por quem eu sou responsável?” Deus e seus porta-vozes respondem àqueles que realmente querem saber. Não adianta entregar palavras agradáveis e menos ainda, palavras gostosas, numa base de “aceite ou rejeite”. Deus é Deus; a igreja é o seu povo. Ele falará e eles devem obedecer.
CORRESPONDÊNCIA À AUTORIDADE
Muito se tem dito sobre o lugar da amizade e confiança no relacionamento entre aqueles que  lideram e os que são liderados. Amizade é vital mas não devemos cometer o erro de só agir depois que uma amizade plena tenha florescido. A correspondência deve ser a Deus e à realidade de sua autoridade espiritual nos homens. Dizer: “Só começarei a fazer o que você diz quando eu vier a conhecê-lo a ponto de confiar totalmente em sua pessoa”, seria demorar demais. Há um passo de fé em Deus a tomar, seguido de um processo de desenvolvimento da confiança pessoal.
É necessário reconhecer a esfera de autoridade de um homem. Deixe-o descrever sua comissão dada por Deus (ao fazer isto ele não deve ser mais hesitante ou relutante do que Paulo ou João) e veja se há correspondência em seu espírito. Deixe que Deus lhe dê confiança nele, se é que Deus o tem enviado. E aja nesta confiança deixando-o falar e dirigir, dentro dos limites da comissão que Deus lhe deu. Não fique com medo de ouvi-lo e obedecê-lo. Deixe que sua atitude de humildade, sua mansidão e compaixão, juntos com a autoridade dada por Deus, confirmem a autenticidade do seu chamamento.
As palavras do profeta se cumprirão e se tornarão em acontecimentos. Permita que ele fale, não apenas uma exortação geral, mas uma direção específica e uma palavra criativa para indivíduos e grupos. Se houver correspondência e abertura de coração, haverá uma mudança visível nas vidas. Acima de tudo, ele trará o senso da presença real de Deus. As pessoas se tornarão conscientes do interesse e envolvimento de Deus nelas; verão Deus lhes respondendo e falando em situações reais da vida.
Ser “Igreja” não mais significará apenas crer em certas coisas ou fazê-las, nem significará simplesmente participar juntos. Antes, rapidamente, virá a significar uma experiência com o Deus vivo. O clamor e a oração do povo para Deus não mais serão seguidos de um silêncio ensurdecedor. Ao invés disso, Deus falará, incitando um diálogo com indivíduos e grupos, dando uma perspectiva e dirigindo a ação. A vida na igreja virá a ser uma aventura diária com Deus e expressará a Sua vida, num corpo dinâmico e espiritual.
UM SENSO DE PROPÓSITO
Em termos espirituais, um homem vê na proporção que sua esfera, dada por Deus, o permite. Um chefe de família pode esperar uma direção clara para a sua casa; um líder de um grupo pode esperar uma orientação suficiente para dirigi-lo. Um profeta que vê o anseio de Deus pelo cumprimento final da sua palavra verá as coisas como realmente são, e o que fazer para levá-las à consumação. Portanto, um profeta transmitirá à igreja um senso de onde eles estão e para onde vão. Em resumo, dará ao povo um senso de propósito em relação ao reino de Deus.
A cada dia a peregrinação leva-o para mais perto do alvo. Problemas e obstáculos são superados e vitórias conquistadas. A voz de Deus é constantemente ouvida, colocando todas as coisas no contexto certo e dirigindo o que fazer. Não que Ele explique todas as coisas (longe disto!) mas ele nos dá a segurança de que está acima de tudo. Portanto, devemos perguntar ao inquiridor citado no início deste estudo: “Por que você pergunta? Você deseja de todo o seu coração ouvir sobre os propósitos de Deus e ser comandado e dirigindo por Ele? Você deseja fazer sua vontade e ver ao menos um pouco para onde o levará? Ou seu interesse é meramente teórico? Estará você apenas curioso?” Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jr. 29:13).
Deixe que os teóricos e os curiosos especulem à vontade. Mas deixe que aqueles que realmente querem conhecer a Deus apresentem-se. Deixe-os implorar para que Deus fale, pedindo ao porta-voz de Deus, o profeta, para que lhes traga a sua palavra. Faça-os entender que tanto receberão discernimento dos seus desígnios como também o obedecerão agora. Esclareça-lhes que verão o trono de Deus e obedecerão ao Senhor que se assenta no trono. Verdadeiramente Jesus é Senhor, e ele deseja fazer seu senhorio totalmente real para nós. Mas ele também exige as prerrogativas de seu senhorio em nossas vidas. Somos chamados a abandonar todas as outras coisas para ouvi-lo e obedecer-lhe.
John Maclauchlan

O Medo Congela, a Fé Liberta


O Medo Congela, a Fé Liberta

Há uma passagem no livro de Hebreus que abre o nosso entendimento para um nível de vida abundante, quando nos livramos do medo.Hebreus 2:14 e 15 fala que Cristo, em Sua morte “destruiu aquele que tem o poder da morte, a saber, o Diabo; e livrasse todos os que ao longo de toda a vida estivessem escravizados pelo medo da morte.” (versão de King James). Hebreus é um livro que traça o paralelo entre o medo e a fé. E desvenda que o medo nos escraviza, congela nossa iniciativa de fé para avançarmos nas promessas divina. O medo imobiliza você. O medo do homem, do futuro, da morte e a falsa culpa. Você percebe?

Por isso Precisamos resistir à negatividade em nossos espíritos e mente. Pois, o medo drena, escraviza e imobiliza você. A falsa culpa também faz-nos mover negativamente. Importa é que nos movamos positivamente, em fé.

Não alimente o medo, adube a fé.

 “Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço. Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come”. 1 Reis 19:3-5.

Às vezes pensamos: “Bem, eu deveria ter feito melhor isso e aquilo”. Na verdade, nós nos sentamos e ficamos lamentando. Isso acontece porque não vemos os fatos como eles verdadeiramente são. Por isso surge a negatividade em nossos espíritos e pensamentos.

Não devemos nutrir estes pensamentos negativos provenientes do medo. Devemos, sim, adubar a nossa fé. Não vamos nos lamentar, vamos agir por fé no tempo presente. Este é o dia que o Senhor criou. Temos que apropriar de um “condicionamento de fé”, de forma que sempre venhamos a reagir com fé, agressivos e positivos com relação a todas as coisas. Deveríamos dizer: “Bem, que importa. Eu posso fazer a coisa em apenas cinco minutos, pois Deus pode operar um milagre”.

A razão desta negatividade é que nós ainda estamos avaliando todas as coisas de acordo com os nossos próprios juízos, segundo nossos próprios pensamentos e no quanto nós podemos realizar para Deus. Daí surge um senso negativo de responsabilidade, de que não estamos sendo agradáveis ao Senhor. Pelo senso negativo de responsabilidade e culpa que podemos ter, pensamos que devemos dar algo mais ao Senhor. Precisamos entender que não é a quantidade que Deus quer de nós. Ele quer a qualidade do nosso serviço. O “Cântico de Ana” fala que “o Senhor é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança; 1 Samuel 2:3b. Deus não irá nos medir pela quantidade de trabalho ou obras que podemos fazer em um dia. Ele irá nos medir pela qualidade do que fazemos. O Senhor pesa todos os feitos na balança, para saber se há o ouro naquilo. Deus não se importa no quanto somos inteligentes ou não. Aqueles que pensam que têm todas as respostas e são auto-suficientes, trarão algo inferior ao Senhor, algo menor do que o Senhor tem buscado.

É por isso que precisamos de revelação. Não devemos criar um plano mental do que devemos fazer. Não adianta fazer um quadro, um planejamento exato. Faça apenas uma lista de prioridades do que o Senhor quer de nós, do que vamos fazer nos cultos e como um Corpo. Precisamos dar a Deus o que Ele quer realmente, segundo Sua perfeita vontade. Podemos dar os nossos corpos a Deus, mas isso não é o suficiente, lembra disso? (1 Coríntios 13:3). Você precisa dar ao Senhor o que Ele quer, não o que você pensa que Ele quer e que é bom - por causa do senso de responsabilidade e culpa.

A questão é que não estamos nos relacionando no nível de unidade suficiente com o Senhor. Frequentemente temos o sentimento de que não estamos fazendo tudo o que devíamos. Então, pensamos que não estamos fazendo nada. Disso surge a falsa culpa e negatividade –a negatividade da responsabilidade. Isso acontece porque temos uma abordagem negativa das coisas. Daí a necessidade de desenvolvermos uma abordagem positiva dos fatos.

Este é o dia que o Senhor criou. Vamos nos reunir, nos cultos, com alegria e gozo, tendo uma abordagem positiva em tudo o que fazemos para o Senhor e uns com os outros. Não importa o que você tenha que fazer - faça com gratidão. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (1 Coríntios 10:31). Vamos fazer tudo com alegria, e mais alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos”. (Filipenses 4:4). “Regozijai-vos sempre... Em tudo, daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessalonicenses 5:16, 18).

Observamos, na epístola aos Filipenses, como Paulo, mesmo na prisão e sob perseguição, tinha uma abordagem positiva de todos os fatos que ocorriam, com alegria, regozijo, gozo e amor. Veja as seguintes passagens: Filipenses 1:18, 21; 2:14; 3:1a.

Na verdade, estamos perdendo algo muito importante no nosso caminhar com Deus, por não sermos positivos na abordagem do nosso viver com Ele. Quanto à abordagem de nosso caminhar com Deus, vamos ser positivos. Vamos ser dirigidos pelo Senhor em nosso dia-a-dia. Nada nos drenará. Será que vamos gerar o nosso dia, ou vamos ser vítimas das circunstâncias? Vamos acabar com o medo! O medo congela e drena a energia que temos recebido do Senhor. O medo incapacita você. Você não consegue fazer nada por causa do medo. Mas a fé abre o canal para a plenitude de Deus.

O marido olha para a esposa e pensa: “Ah, minha esposa... não sei, não!” Esta abordagem é uma atitude negativa. A fé não nasce neste tipo de clima. Adube a fé e ela crescerá. Destrua o foco negativo das coisas.

O que é o medo?

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem... Pela fé Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei... Pela fé Moisés abandonou o Egito e nem ficou amedrontado pela cólera do rei; antes permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível”. (Hebreus 11:1, 23, 27). 

O medo tem mil formas: Insuficiência, falsa culpa e sentimento de incapacidade. Isso é o medo. Na verdade, o medo é o oposto da fé. A fé confia em Deus, o medo não confia em Deus, certo? O medo é uma fé negativa, é incredulidade. O medo também faz com que você não creia em si mesmo, naquilo que você já é em Deus. Você não pode confiar em si mesmo, se está com medo. Você fica congelado. A fé confia em Deus para se tornar um canal. Você acorda cansado, pela manhã, caso não tenha fé. O medo congela você, poda sua iniciativa. Não tenha medo de enfermidades, aflições ou coisas deste tipo. Rejeite o desânimo e pensamentos negativos de que não fez nada útil. Diga: “Eu estou aqui por um propósito. Estou aqui para a vida”. Levante-se, enfrente as diversidades no nome do Senhor.

Não se trata apenas de se livrar de aflições. Nós vamos lidar com o medo. Estamos nos apropriando de cura para servirmos a Deus. Vamos dar a Deus o que Ele deseja. Vamos estabelecer uma nova forma de vida. Uma vida dinâmica, vida de fé. Não vamos deixar de fazer as coisas por causa do medo. Grite! Mova-se em fé! Você pode errar, mas isso não irá fazer a coisa se perder. Pois, por uma profecia, tudo voltará a seu curso correto.

Nós nos submetemos a muitas coisas por causa do medo. 

“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo medo da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida”. (Hebreus 2:14, 15).

Vamos nos livrar do medo, em todas as suas formas. O inimigo usa o medo para nos condicionar, fazendo com que não nos movamos e confiemos naquilo que o Senhor está fazendo. Precisamos ter fé e confiança na Palavra do Senhor. Vamos agir na Palavra que o Senhor deu. “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate...”. (1 Timóteo 1:18).

Existe aquela velha forma de pensar: “Recebemos do Senhor o que realmente merecemos”. Vamos destruir este pensamento negativo. Libere sua fé positiva nas promessas do Senhor. Vamos ser filhos dirigidos por Deus, totalmente guiados pelo Espírito. Confie no que o Senhor já lhe deu.

Onde há amor, não há medo nos relacionamentos.

O amor lança fora todo o medo; 1 João 4:18. O medo toma conta de nossos relacionamentos quando não temos amor. O amor traz abertura e confiança, o que dissipa o medo nos relacionamentos.

Não confronte uma pessoa por causa de seus problemas.

Confronte uma pessoa por causa de seu amor e dedicação ao Senhor. “Pedro, tu me amas?”; esta foi a pergunta que o Senhor fez a Pedro; João 21:6. O Senhor não confrontou os problemas e falhas de Pedro. Confrontou o seu amor e dedicação. Esta é uma chave que fará as pessoas se moverem. É o princípio de que “a fé opera pelo amor”Gálatas 5:6. O amor ativa a fé e as ações das pessoas. O quanto você ama ao Senhor? O quanto você deseja caminhar com o Senhor e fazer a Sua vontade? Esta é a questão; João 4:34 e 7:17.

Foi a negatividade e o medo que fizeram Pedro seguir ao Senhor de longe; Lucas 22:54. O medo sempre nos distancia de Deus; Gênesis 3:10. Vamos seguir ao Senhor por amor, muito de perto, reclinado sobre o seu peito; João 13:25.

Não busque confirmação por causa do medo, mas para agir em fé.

A busca de confirmação da vontade do Senhor para nossas vidas não deve ocorrer porque temos medo. A busca da confirmação pode ser uma desculpa para a incredulidade, para não tomarmos uma ação positiva. Percebe a sutileza? As pessoas precisam ter uma confirmação do que Deus lhes falou, para fortalecer a sua certeza de fé. A confirmação será uma segurança para as pessoas, despertará a fé, pois esta vem “pelo ouvir e ouvir novamente a palavra do Senhor”; Romanos 10:17. Busque a confirmação para se entregar, determinado a se mover na Palavra. Mova-se na Palavra, e Deus trará a unção. Marche, e o Senhor abrirá o mar. Lance a rede, segundo a Palavra do Senhor, e a rede se encherá de peixe.

O princípio verdadeiro da confirmação não é um homem sentir que tem uma palavra do Senhor e submeter esta palavra a outro homem, buscando se ele tem uma confirmação dela. O que você deve buscar, na confirmação, é que dois homens tenham uma palavra de Deus e que se determinem juntos para se dedicar e batalhar, contra Satanás, para ver aquela palavra ou revelação se cumprir. A confirmação é um ministério mútuo. A Palavra fala de duas ou três testemunhas, para a palavra do Senhor ser confirmada ou estabelecida (Deuteronômio 19:15; Mateus 18:16). Isso não significa que havia empatia ou facilidade de convivência entre os ministérios, como por exemplo, entre Paulo e Pedro, Paulo e Barnabé ou Tiago e João. Não! Significa que eles saíam de dois em dois, lado a lado, fazendo todas as coisas, segundo a ordem do Senhor. Eles apoiavam um ao outro. Portanto, a fé pode ser apoiada ou sustentada pela confirmação.

Mas o medo pode ser alimentado por um laço que busca a confirmação. Uma confirmação que, na verdade, se torna uma desculpa negativa para nossa incredulidade. Esta incredulidade nos congela. Precisamos chegar no ponto em que temos uma palavra viva ou revelação do Senhor. A confirmação deve levar a uma ação positiva que corresponde à sua fé. A confirmação não é apenas uma concordância de pensamentos, a mesma opinião ou sentimento a respeito de qualquer coisa. A confirmação é uma unidade de fé, com relação a uma revelação. Deve haver revelação, confirmação e fé, para sustentar aquela revelação.

Mova-se primeiro, e o Senhor liberará a Sua unção. Vamos avançar com fé e revelação. Você precisa de sabedoria para se mover? Então peça-a a Deus. Mas não deixe o medo congelar sua ação. Avance confiadamente no Senhor, Ele lhe dará a Sabedoria. Salomão não recuou diante da responsabilidade de reinar e administrar sobre aquele numeroso povo. Ele não teve medo, mas estendeu-se em fé, e pediu sabedoria ao Senhor; 1 Reis 3:3-12 (cf. Tiago 1:5). Estenda-se, por fé, e aproprie da provisão divina. Tenha uma abordagem positiva - cheia de alegria e gozo - em seu caminhar com Deus.

A negatividade de nossos pensamentos faz-nos aceitar ou nos conformar com muitas coisas. Não avalie os fatos negativamente. Avalie os fatos do ponto de vista da revelação e da fé. Ponha fertilizante em sua fé, ela se tornará robusta. Vamos destruir os focos e pensamentos negativos de uma vez por todas. Queremos a vitória. Queremos ser felizes em nosso caminhar com Deus, sem falsa culpa, sem medo.

A negatividade e o medo sufocam a criatividade e a iniciativa da fé.

O medo tem sufocado a criatividade. Deus não se agrada disso. O Evangelho do Reino já foi escrito. Não vamos nos lamentar, achando que deveríamos ter feito isso ou aquilo. Nós fizemos o que tinha de ser feito. O medo drena a fé. Note que Pedro, pela fé na Palavra doSenhor, andou sobre as águas. Quando o medo entrou no seu coração, sua fé foi drenada; Mateus 14:30. O medo também é a causa dodreno sobre a nossa iniciativa; Lucas 19:21.

Libere a iniciativa da fé e tome posse da vitória.

Tudo, daqui para sempre, será um combate. Cada reunião (culto) será um combate. Esta é a razão de temos os “Comunicados de Combate”, que são provérbios do Reino, resumos de palavras que vêem. Por isso eu digo: permaneçam na linha de frente. Perseguiremos o inimigo desta forma.

Nós recebemos a Palavra, por isso devemos permanecer agressivos e confiantes. A nossa confiança será o sinal, a evidência, da derrota de nossos inimigos. Que não haja mais em nós nenhuma negatividade. Toda palavra terá uma fé positiva. Entre na batalha com fé! Os cristãos enfrentaram isso, na Igreja primitiva. Eles tiveram fé para se tornar mártir. “E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões,  extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra”. (Hebreus 11:32-38).

“... porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” 1 João 5:4, 5.

Esta é a única batalha que precisamos travar: a batalha da fé. Seremos medrosos? Teremos medo, ou teremos fé? A vitória que vence o mundo é a nossa fé. Vamos decidir ter fé. Então será apenas uma questão de aplicarmos a vitória de Cristo. Porque Cristo já venceu por nós esta batalha! Só precisamos permanecer nela.

Sem fé é impossível agradar a Deus. Vamos ter a coragem da fé. Nossa fé deve ser sem medo. Nós não violaremos nossa dedicação à fé. Não violaremos nossa dedicação por causa do sentimento de medo. Não pecaremos contra o Senhor por causa do medo. Vamos andar em tudo o que o Senhor tem nos falado.

Amém!













O Amor Com Obediência


O Amor Com Obediência
(João 14:23, 24)


Se existe alguém, quem o Pai celestial ama acima de qualquer outra pessoa, é o Seu Filho unigênito. A Palavra diz que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho, mas também diz como Deus amou o Filho, e que Ele era o único Filho profundamente amado do Pai, cheio de graça e verdade. Jesus torna essa verdade muito prática: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” João 14:21. Está muito claro que, se você ama a Jesus e O obedece, o Pai lhe ama. O Pai ama o Filho; portanto, quem ama e obedece ao Filho será amado pelo Pai. Não existe maneira mais rápida de alcançar o coração do Pai do que através da obediência e amor ao Seu Filho. Consequentemente, quando Deus pedir algo a você, faça-o!

O entendimento raramente ajuda na hora da obediência. Você nunca chega a um ponto em que diz: “Eu compreendo. É razoável; portanto, obedeço”. O Senhor sempre junta obediência ao amor, pois o amor é maior do que o seu entendimento. Talvez você não entenda certa situação ou não saiba seu significado, pois vai além do nível de raciocínio e do nível da alma (Isaías 55:8, 9). Entretanto, se abre seu coração para caminhar com o Senhor e faz o que Ele pede porque você o ama, então esse amor está no nível mais alto do seu espírito, entre Deus e você; então, você abre seu coração para Deus e O obedece.

Jesus respondeu: se alguém me ama, guardará a minha palavra.” Observe, de novo, a mesma expressão: “se alguém Me ama, guardará a Minha Palavra”. Guardar Suas palavras não significa uma lembrança casual. Significa que você as estará guardando e incorporando-as a toda sua vida. Elas se tornarão parte de sua vida e de todo o seu ser. “Respondeu Jesus: se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou.” João 14:23, 24. Porque amamos o Senhor Jesus Cristo, o Pai focaliza Seu amor sobre nós. Este amor que o Pai quer derramar tão abundantemente só pode vir de uma única maneira: quando abrimos nosso coração para obedecer a Cristo, guardar Suas palavras e segui-Lo.

Quando Jesus veio ao mundo, Ele disse: “No rolo do livro está escrito a meu respeito: Eu vim para fazer a Tua vontade, ó Deus”. (Hebreus 10:7). No amor que o Filho tinha pelo Pai, não havia nada maior do que fazer a Sua vontade.

Existem muitos homens que são quase totalmente ignorantes das coisas espirituais, mas, se eles abrirem seus corações para o amor de Deus, e verdadeiramente O amarem, Deus continuará a abençoá-los. Pode ser que haja outros que são superiores em dons e ministérios, na mecânica e no conhecimento de como operar e executar as coisas e, todavia, não são tão abençoados como a pessoa que simplesmente abre seu coração para o verdadeiro amor que flui de Deus. “Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou.”João 14:24.

Os escritos de Paulo são particularmente ricos a respeito deste amor, especialmente em Efésios, onde ele nos lembra que nosso falar deve ser livre de conversas tolas e gracejos indecentes, mas, em vez disso, devemos dar graças. Ele junta tudo isso à exortação de que devemos andar em amor, como filhos queridos (Efésios 5:1, 2, 4).

O Senhor quer encher nossos corações e nossas mentes até a Palavra de Cristo habitar em nós ricamente e falarmos entre nós com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e fazendo melodia em nossos corações ao Senhor (Efésios 5:19 e Colossenses 3:16). Precisamos disso. Precisamos falar a respeito da Palavra, deixar que ela habite em nossos corações. Precisamos viver nela e lê-la até nos tornarmos amantes e guardadores da Palavra de Deus, enquanto andamos nela. Não devemos lê-la só pela inspiração diária ou pela força, para nos levantar como homens e mulheres corajosos, quando sairmos para batalhar no mundo. Devemos lê-la porque amamos a Deus e a Sua Palavra. Amamos o que Ele nos fala. O deleite de nossos corações será encontrar algo que Deus vivifica, quando diz: “Meu filho, Minha filha, Eu quero que vocês caminhem nisto hoje. Esta é a Palavra. Este é o caminho; andem nele.” Quando for assim, o amor de Deus fluirá para você continuamente.

João 13:35 fala mais a respeito desta obediência a Sua Palavra: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.”  O amor uns pelos outros vem do fato de sermos Seus discípulos. Observe que Jesus não disse: “Por isto todos saberão que são cristãos”. Ele disse: “Por este amor todos conhecerão que são Meus discípulos”. Um discípulo é um seguidor obediente do ensino que recebe. Ele pratica e segue o ensino de seu Mestre, o Senhor. O amor que vocês têm uns pelos outros se torna visível ao mundo; mas a coisa escondida que carregam dentro de si e que o mundo não vê é o amor que vocês têm pelo Pai e sua obediência para serem Seus discípulos. Seu amor uns pelos outros é a evidência para o mundo de que vocês são Seus discípulos e de que amam a Deus.   
 

Quero que vocês compreendam que este amor uns pelos outros não é de primeira importância; é secundário. O fator mais importante é que somos Seus discípulos, que seguimos ao Senhor e abrimos nossos corações para amá-Lo. A partir de nosso amor a Ele vem a manifestação secundária. Se você magnificar o secundário acima do primário, descobrirá que distorceu a ênfase, e irá magnificar mais a casa e o povo de Deus do que a Deus. Isto é um erro, pois seu amor pelas pessoas parecerá diminuir, em vez de ser sustentado pelo amor de Deus. Quando alguém o contrariar uma vez mais dentre muitas, finalmente você ficará farto e fugirá do amor.

Outro versículo reforça o relacionamento da obediência ao amor. “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e no seu amor permaneço.” João 15:10. A única maneira de provarmos nosso amor a Deus é pela obediência inquestionável aos Seus mandamentos. Isto é mostrado em todos os escritos do apóstolo João. Quando afirmamos que amamos ao Senhor, Ele nos diz: “Se vocês me amam, façam o que Eu digo. Por que vocês me chamam de Senhor, e não fazem as coisas que Eu lhes ordeno?” (Lucas 6:46). Como você pode dizer que ama ao Senhor, se não guarda os Seus mandamentos? 

1 João 2:5 nos diz: “Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele.” Agora você vê a necessidade de guardar a Sua Palavra? Se você guardar a Palavra que Deus lhe falar, então saberá que o amor de Deus é aperfeiçoado em você. Isto é importante. Esse amor de Deus nunca será aperfeiçoado em você, enquanto duvidar em seu coração a respeito das Palavras que Ele fala. Enquanto há dúvidas, incredulidade e incertezas, você sabe que o amor de Deus não é aperfeiçoado. Finalmente, quando a direção e a Palavra de Deus são guardadas perfeitamente, então o amor de Deus é aperfeiçoado em você. As duas coisas são paralelas. 1 João 5:2, 3 diz: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos.” Observe: “Os Seus mandamentos não são penosos.” Quando o Senhor lhe fala algo, e você O ama e guarda essa direção, descobre que ela não é penosa.

Se o Senhor não fizesse da obediência a questão maior do nosso amor, receio que muitos de nós não O obedeceríamos, porque primeiro iríamos querer entender Suas direções. Se você deseja verdadeiramente andar neste amor maduro, deve eliminar a tendência de decidir o que fará ou não, como se fizesse da sua mente ou do seu entendimento o tribunal superior de julgamento. Só porque lhe falta entendimento, você não pode dizer que sairá ou deixará de andar na Palavra. Tem de haver um tempo em que você abdica o trono e não mais decide obedecer somente quando entende a direção, ou quando ela lhe parece correta, ou ainda quando o abençoa. Você tem de chegar ao ponto de dizer: “O Espírito de Deus testifica com meu espírito que esta é uma Palavra de Deus, portanto eu ando nela, eu obedeço. Não é porque sou capaz de ver ou entender, mas porque O amo, eu farei o que meu Pai me diz para fazer; serei obediente e submisso.”

Uma igreja do Novo Testamento nunca será bem sucedida simplesmente porque a ordem é estabelecida e as pessoas são ensinadas com relação aos princípios concernentes a apóstolos, profetas, pastores e presbíteros, e pelo fato de que devem ser obedientes e submissas a estes ministérios. Isso será ensinado, mas não daremos ênfase a esse ensinamento na proporção que você pensa que deveríamos. Sua obediência deve estar baseada em seu amor por Deus, pois a Palavra diz que vocês devem ser submissos uns aos outros como ao Senhor (Efésios 5:21). Vocês devem ser obedientes, porque sentem que Deus está ministrando uma Palavra a partir de seu irmão ou de sua irmã. Isto é entre você e o Senhor. É verdadeiramente baseado em seu amor por Deus. Portanto, você deve abrir seu coração para a Palavra.

Em todo o mundo não existe um caminho mais curto para o coração de Deus do que amar o Seu Filho, obedecer a Ele e guardar as Suas palavras. “E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor.” 2 João 6. Isto fala de nosso amor uns para com os outros.

Faremos mais uma ligação neste grande passo de obediência à Palavra do Senhor. Aprendemos, no Novo Testamento, que expressamos o nosso amor a Deus pela obediência inquestionável às suas direções e à Sua Palavra. No Antigo Testamento, o amor e a obediência, muitas vezes, estão ligados um ao outro. No caso de você questionar isto e perguntar a respeito do legalismo do Antigo Testamento, lembre-se de que somente as pessoas que foram capazes de abrir os seus corações para andar na Lei, abriram os seus corações para amar a Deus, com aquele amor se manifestando em suas vidas, por causa da sua obediência. Muitos dos tratamentos de Deus, no Antigo Testamento, nos parecem tão proibitivos e austeros que nós amamos mais o Novo Testamento, nos esquecendo de que não existe muita diferença na mecânica básica que fez a Palavra operar tanto no Antigo como no Novo Testamento.

Vamos ler algumas destas passagens no Antigo Testamento. “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força.” Deuteronômio. 6:5. Este é o primeiro e grande mandamento.

Em Deuteronômio 7:9 lemos: “saberás, pois, que o Senhor teu Deus é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos.” Deus abençoará um homem e sua posteridade por mil gerações. Ele terá misericórdia e fará aliança com o homem que O amar e obedecer aos Seus mandamentos.

Deuteronômio 10:12: “Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma...?” Deuteronômio 11:1: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus, e todos os dias guardarás os seus preceitos, os seus estatutos, os seus juízos e os seus mandamentos.” A palavra “Deuteronômio” vem de duas palavras gregas que significam “a segunda lei”. No livro de Deuteronômio, um pequeno segredo parece estar escondido que não descobrimos na primeira vez em que a Lei foi dada. O segredo é o grande amor que Deus tem pelas pessoas e o fato de que o amor e a obediência estão relacionados.

Observe também em Deuteronômio 13:3: “não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus, de todo o vosso coração, e de toda a vossa alma.” Este versículo alcança a intimidade de uma passagem que diz que Deus lhes mostraria como se afastar daqueles que pareciam estar trazendo uma palavra e, todavia, ela não seguia certo curso. Eles deviam abrir seus corações para amar a Deus, pois Ele os estava testando para ver se realmente O amavam.

Tende cuidado, porém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do Senhor, vos ordenou: que ameis o Senhor vosso Deus, andeis em todos os seus caminhos, guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais de todo o vosso coração e de toda vossa alma.” Josué 22:5. Se eu tivesse ouvido essas palavras nas planíciesdo Sinai, acho que elas não teriam me emocionado tanto quanto ao lê-las hoje, neste dia. Não existe nada maior para uma pessoa do que abrir seu coração como filho de Deus e dizer: “Senhor, deixa que a Tua Palavra venha até mim e que eu me apegue a Ti. Que eu Te obedeça e Te sirva”.

Quando você abre seu coração para esse tipo de obediência a Deus, então o amor de Deus começa a fluir para a sua vida. É difícil lhe dizer, através de palavras, o quanto isso é criativo e o quão tremendamente poderoso e eficaz será em sua vida. Não estou apresentando isso como algum tipo de caminho para a prosperidade, pois o ensino não é nesta base. Mas estou seguro de que, muitas vezes, quando buscamos bênçãos e não as recebemos, não foi porque não tivemos fé para crer que elas eram para nós; foi porque não amamos a Deus o suficiente para começar um grande ciclo de bênçãos fluindo para nós. Como resultado de guardar Suas Palavras e amar a Ele com profunda obediência e ações de graças, nossa simples apropriação dessas coisas pode se tornar quase uma segunda natureza. Sem uma grande luta por fé e uma tremenda diligência para apropriar, só podemos receber, enquanto pegamos e apropriamos de tudo aquilo que a Sua graça coloca diante de nós.



DEUS ANUNCIA O FIM NO INÍCIO

DEUS ANUNCIA O FIM NO INÍCIO
Os grandes acontecimentos que ocorrerão no tempo do fim estão revelados como uma figura no início, por esta razão só podemos perceber este conhecimento se o Espírito Santo iluminar os nosso olhos “Eu anuncio o fim desde o princípio, desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: O meu propósito subsistirá e farei toda a minha vontade” (Is.46:10). No primeiro capítulo do livro de Gênesis, Deus fala acerca da criação e devemos entender que isto não se refere apenas ao ato em si de criar todas as coisas, mas nesse mesmo texto podemos encontrar revelações profundas acerca do fim:
No primeiro dia, Deus separou a luz das trevas (Gn.1:4). No primeiro período de mil anos da história humana, vemos a queda do homem (Gn.3:23-24) e o início do conflito entre a luz e as trevas.
No segundo dia, as águas foram separadas (Gn.1:6). Durante o segundo dia de mil anos aconteceu o dilúvio e as águas que estavam sobre a terra em forma de neblina caíram na forma de chuva pela primeira vez (Gn.7:10-12). Já no segundo dia de mil anos da criação, o Senhor trouxe um juízo sobre a humanidade, pois o seu pecado subiu as narinas de Deus (Gn.6:5-7).
No terceiro dia, Deus juntou as águas em mares (Gn.1:9). As águas com freqüência representam povos, tribos, línguas e nações onde a meretriz está assentada (Ap.17:15). No terceiro período de mil anos da história humana o homem construiu a torre de babel e os homens foram separados em nações (Gn.11:9). Construir a torre de babel  representa o homem após estar separado de Deus devido o seu pecado desejar encontrá-Lo, não através do arrependimento mas segundo a força do seu braço. Isto desagradou profundamente a Deus ao ponto Dele trazer uma confusão de línguas entre os povos para que não houvesse entendimento. Isto simboliza as denominações e instituições onde os homens vivem de modo confortável, desenvolvendo as suas práticas religiosas, cada uma falando uma língua diferente da outra, o que caracteriza a ausência de Deus no seu meio.
No quarto dia, Deus separou o dia da noite (Gn.1:14) e criou o sol, a lua e as estrelas (Gn.1:16). Durante o quarto ano milenar o Senhor Jesus nasceu, o Sol da Justiça (Ml.4:2), Satanás foi revelado como aquele que governa sobre a noite (a Lua – figura de tudo aquilo cujo o homem está no centro governando segundo o seu próprio entendimento), as estrelas, que são os apóstolos, lideram sobre a igreja. Nas escrituras os apóstolos foram mencionados como sendo as estrelas (Ap.2:1). Essa foi a verdadeira separação da luz em relação as trevas, na terra.
No quinto dia, Deus criou os grandes monstros marinhos (Gn.1:24-25). Durante esse período de mil anos as poderosas e monstruosas religiões do mundo foram formadas para governar “os mares” povos, tais como islamismo, o hinduísmo, o catolicismo e algumas das poderosas e dominadoras instituições cristãs que devorariam a muitos (Gn.1:24-25). As grandes instituições religiosas que agregam povos, línguas, tribos e nações estão sendo guiadas pelo espírito do falso profeta (Ap.20:10) que com a sua falsa mensagem tem enganado as nações do mundo e por sua vez os reis da terra têm se embriagado com os seus enganos. Na verdade, a grande babilônia que é o sistema representativo do governo humano, tanto político, social, econômico e religioso tem dado provas cabais que está caído, mas neste meio há muitas pessoas que são do Senhor, por isso elas devem estar atentas para a mensagem de Deus neste último dia, a fim de ficarem livres do engano que lhes aprisionam (Ap.17:1-2).
No sexto dia, as criaturas se multiplicaram (Gn.1:26-28). Durante esse período de mil anos, vemos todas as religiões e filosofias do mundo se multiplicando em muitas ramificações. Neste sexto dia de mil anos houve um crescimento avassalador das religiões sobre a face da terra, os próprios escolhidos do Senhor, que são os herdeiros de Abraão da geração de Ismael, se voltaram para o hinduísmo e islamismo adorando assim a outros deuses e alguns judeus, descendentes de Isaque, se voltaram para o islamismo e o hinduísmo e a outra parte para o deus que conduz este mundo, as riquezas (Mt.6:24). Por isso não é de admirar que grande parte das riquezas do mundo está concentrada nas mãos dos judeus. Este sexto dia de mil anos, de fato foi um período de multiplicação daquilo que Deus não semeou e nem tão pouco plantou, mas no final desse dia a promessa de Deus se cumprirá “Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver prestes a tocar a sua trombeta, se cumprirá o mistério de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos” (Ap.10:7). Sabemos que o mistério de Deus é Cristo e Cristo é o Seu corpo (ICo.12:12). Desta forma, no final deste sexto dia, o Senhor estará levantando o tabernáculo de Davi que é a Sua igreja e, assim, estes cristãos manifestarão ao mundo a vida de Deus, ou seja, a igreja manifestará o Cristo, sem mancha nem ruga, andando na medida da estatura da plenitude de Cristo. Pois o mundo será julgado pelo Cristo que vai manifestar a justiça de Deus sobre toda a terra.
No sétimo dia, Deus descansou (Gn.2:2-3). Neste sétimo dia de mil anos da história humana veremos o retorno do Senhor e o estabelecimento do Seu Reino sobre a terra. Então “o Senhor do Sábado” reinará sobre a terra, como está prometido (Dn.7:14,18,27; Ap.5:10;11:15).
Esta é a visão profética que está contida nos dias da criação. Seria isso tudo apenas uma conscidência? Certamente que não. O Senhor sabia o fim desde o princípio e é poderoso para cumprir o Seu propósito. Agora é chegado o tempo da restauração da Igreja, para voltar ao princípio. Muitos têm ouvido por muitos anos este chamado, mas o têm interpretado como que precisando voltar ao modo de agir da igreja do primeiro século. No entanto, o Senhor insiste que a igreja seja restaurada não apenas para ser como a igreja do primeiro século, mas Sua habitação, onde Ele deseja viver para sempre, pois a igreja é a morada de Deus (Mt.14:2,23; ICo.3:16; Ef.2:21-22; Hb.3:6).
É muito importante que cada cristão esteja preparado neste último dia para o cumprimento do mistério de Deus, a fim de que ninguém que ama a verdade seja confundido na manifestação do Cristo (IJo.2:28), devemos saber fazer a diferença entre Jesus e o Cristo (IJo.5:1). Jesus é a manifestação física do Filho de Deus e o Cristo é a manifestação da natureza de Deus gerada em Jesus. Antes da vinda física de Jesus para reinar sobre a terra, a natureza de Deus, o Cristo, se manifestará no seu corpo que é a igreja, desta forma o Cristo se manifestará ao mundo para pisar a cabeça de Satanás (Rm.16:20) antes da vinda física de Jesus para vencer a morte (ICo.15:26). É necessário que cada cristão saiba discernir o tempo, pois estamos entrando no sétimo dia de Deus, que na verdade é o último período dos tempos do fim. Assim sendo a igreja precisa ser madura e estar preparada para enfrentar as investidas de Satanás que, de todas as formas, lutará para prorrogar o tempo do seu governo sobre a terra. Devemos atentar para as palavras do apóstolo Paulo quando disse: “Portanto, meus amados irmãos, sedes firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é em vão” (ICo.15:58).
Devemos estar atentos para a cronologia bíblica, pois Pedro nos mostra que “um dia para com Deus é como mil anos, e mil anos como um dia” (IIPe.3:8). Fundamentado nesta revelação podemos compreender de maneira clara o tempo de Deus. De Adão à Abraão temos dois dias de mil anos, e de Abraão à Jesus temos dois dias de mil anos, e de Jesus até os nossos dias temos mais dois dias de mil anos, o que faz seis dias de mil anos, portanto, podemos afirmar categoricamente que estamos no limiar do sétimo dia - que é o tempo de descanso de Deus – ou seja, o último dia para que Ele realize todo o seu propósito, pois João em Apocalipse, nos fala apenas até o sétimo anjo tocando a sétima trombeta, o que nos mostra que não há um oitavo anjo e nem uma oitava trombeta, por isso tudo se conclui no sete que é um número que representa a completude de Deus. Assim podemos entender que tudo que Deus planejou realizar será plenamente executado até o sétimo dia de mil anos. Assim sendo, a igreja deve estar plenamente atenta para ouvir o que o Espírito diz a ela acerca dos dias do fim, para que a mesma cumpra a sua missão e não seja apanhada de surpresa.
Gutemberg Lopes Braga
Ministro do Evangelho